Senador norte-americano Lindsey Graham morre de forma súbita. Relatório aponta rutura da aorta

O senador republicano norte-americano Lindsey Graham, de 71 anos, morreu no sábado, 11 de julho, vítima de uma doença súbita, confirmou a família. A morte inesperada do aliado próximo de Donald Trump está a gerar reações internacionais e a levantar questões sobre o seu estado de saúde nas horas anteriores.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades e citadas por agências internacionais, as equipas de emergência foram chamadas à residência do senador, em Capitol Hill, devido a uma paragem cardíaca. Apesar dos esforços de socorro, o óbito acabou por ser declarado no local.

Um relatório médico preliminar indica que a causa da morte terá sido uma rutura da aorta, associada ao endurecimento das artérias, embora a confirmação oficial dependa ainda de exames complementares.

Horas antes de morrer, Graham terá falado com o ex-presidente Donald Trump, a quem confessou sentir-se “cansado”, apesar de garantir que se encontrava bem. Trump recordou a conversa, afirmando que o senador “diria se não estivesse bem”, admitindo que o contacto poderá ter ocorrido minutos antes da morte.

Figura influente do Partido Republicano, Lindsey Graham era conhecido pela sua proximidade a Trump e pela sua atuação destacada em matérias de defesa e política externa. Presidia à Comissão de Orçamento do Senado e preparava-se para concorrer a um quinto mandato nas eleições de novembro.

Nos últimos dias, o senador tinha regressado de uma visita a Kyiv e estava envolvido na preparação de um novo pacote de sanções contra a Rússia, reforçando o seu posicionamento de apoio à Ucrânia e a uma política externa firme dos Estados Unidos.

A morte de Graham motivou reações de vários líderes internacionais. Donald Trump lamentou a perda de um “grande patriota”, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, destacou a perda de “um grande amigo” de Israel.

Também a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sublinharam o papel do senador como defensor da Aliança Atlântica e do apoio à Ucrânia.

Republicano da Carolina do Sul, Lindsey Graham somava mais de três décadas de carreira política e era considerado uma das vozes mais influentes da política externa norte-americana, com uma atuação marcada pela defesa de uma presença internacional assertiva dos Estados Unidos.

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