O Ministério Público abriu 26 inquéritos relacionados com a alegada violação das sanções impostas à Federação da Rússia após a invasão da Ucrânia, em 2022, bem como por suspeitas de branqueamento de capitais.
De acordo com o Expresso, no âmbito destes processos foram congelados cerca de 25 milhões de euros em saldos de contas bancárias. As investigações contam com o apoio da Polícia Judiciária, estando em causa suspeitas de que empresas russas estejam a contornar as sanções europeias através da utilização de empresários portugueses como testas de ferro.
As autoridades admitem ainda a possibilidade de cidadãos ucranianos residentes em Portugal estarem envolvidos na facilitação da movimentação de grandes somas de dinheiro entre Lisboa e Moscovo.
Em resposta ao semanário, o Serviço de Informações de Segurança (SIS) confirmou que tem acompanhado e avaliado a presença em território nacional de indivíduos conotados, direta ou indiretamente, com o regime de Vladimir Putin.
Segundo o SIS, em várias ocasiões a atividade destes indivíduos — maioritariamente empresários ou investidores — pode enquadrar-se em práticas de branqueamento de capitais e evasão às medidas restritivas impostas à Rússia no contexto da guerra.
Os inquéritos encontram-se em investigação, não tendo sido divulgados, até ao momento, nomes ou acusações formais.

