Os governos do Reino Unido e do Canadá anunciaram que vão continuar o diálogo com o Governo dos Estados Unidos para compreender o impacto da decisão do Supremo Tribunal norte-americano, que considerou ilegais os direitos aduaneiros impostos pelo ex-presidente Donald Trump.
Um porta-voz do Governo britânico declarou que o Executivo vai “apoiar as empresas britânicas à medida que mais pormenores forem anunciados” e sublinhou que o Reino Unido beneficia de tarifas recíprocas reduzidas com os EUA, limitadas a 10% sobre a maioria dos produtos britânicos.
Por sua vez, o ministro canadiano responsável pelas relações comerciais com os EUA, Dominic LeBlanc, afirmou que a decisão “reforça a posição do Canadá” de que os direitos aduaneiros aplicados por Trump são “injustificados”. LeBlanc acrescentou que Otava continuará as conversações com Washington, uma vez que as empresas canadianas ainda enfrentam taxas que afetam setores estratégicos da economia.
A decisão do Supremo diz respeito apenas às tarifas apresentadas como “recíprocas” e não abrange setores específicos, como automóveis, aço ou alumínio. Os direitos aduaneiros recíprocos tinham sido anunciados em abril de 2025 e afetam o Canadá de forma marginal, devido ao acordo de comércio livre entre EUA, México e Canadá, que Washington pretende rever nos próximos meses.
Candace Laing, presidente e diretora-geral da Câmara de Comércio do Canadá, salientou que a decisão é unicamente jurídica e não representa uma mudança imediata da política comercial norte-americana. “Não será seguramente o capítulo final desta história interminável”, alertou, referindo-se à necessidade de o Canadá preparar mecanismos mais diretos para proteger a sua econo

