A visita de Estado do rei Carlos III aos Estados Unidos, agendada para o final de abril a convite do presidente Donald Trump, não permitirá encontros com vítimas de Jeffrey Epstein, avançou a imprensa internacional. A decisão deve-se a investigações em curso no Reino Unido relacionadas com o falecido criminoso sexual.
Fontes explicam que qualquer contacto com as vítimas poderia interferir com o trabalho das autoridades britânicas ou comprometer possíveis ações legais. A proibição aplica-se igualmente à rainha Camilla, que acompanhará o monarca na viagem.
Em outubro do ano passado, o rei Carlos III já tinha anunciado que o irmão, o ex-príncipe André, perderia os títulos reais devido à investigação sobre o seu envolvimento com Jeffrey Epstein. André Mountbatten-Windsor e a ex-mulher, Sarah Ferguson, têm estado sob escrutínio público, embora o ex-príncipe tenha negado qualquer irregularidade.
Em fevereiro, André foi detido sob suspeita de “má conduta em cargo público”, relacionada com documentos que teria entregue a Jeffrey Epstein durante o exercício de funções como enviado comercial, segundo comunicado da Thames Valley Police. Documentos revelados posteriormente levantam dúvidas sobre se André partilhou informações sensíveis com o criminoso.

