Daniel Siad, recrutador de modelos franco-argelino que estava a ser investigado pelas autoridades francesas no âmbito do caso Jeffrey Epstein, foi encontrado morto na sua residência em Colombes, nos arredores de Paris. A informação foi avançada pela imprensa francesa, que refere que as autoridades abriram uma investigação para apurar as circunstâncias e a causa da morte.
O nome de Daniel Siad surgiu em mais de mil documentos relacionados com o caso Epstein, um dos maiores escândalos de tráfico sexual das últimas décadas. Entre os elementos divulgados constam trocas de mensagens nas quais Jeffrey Epstein fazia referências ao recrutamento de jovens mulheres, tendo numa delas comparado a atividade a uma pescaria, afirmando que por vezes conseguia “muito peixe” e noutras vezes nada.
Com 69 anos, Siad era alvo de várias denúncias e investigações em França. Além das suspeitas relacionadas com o alegado recrutamento de vítimas para a rede associada a Epstein, o franco-argelino foi também acusado de violação. Apesar das suspeitas, sempre rejeitou qualquer envolvimento em atividades criminosas ligadas ao financista norte-americano.
Em declarações prestadas anteriormente, Daniel Siad afirmou que Jeffrey Epstein se teria aproveitado da sua confiança, recusando qualquer participação numa rede de tráfico sexual. As investigações francesas encontravam-se em curso quando ocorreu a sua morte.
Jeffrey Epstein, recorde-se, foi encontrado morto numa prisão de Nova Iorque em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por crimes sexuais. A sua morte gerou inúmeras controvérsias e teorias, mas as autoridades norte-americanas concluíram que se tratou de suicídio.
A morte de Daniel Siad acrescenta agora um novo capítulo a um caso que continua a ter repercussões internacionais e que permanece sob escrutínio das autoridades e da opinião pública.

