A Randstad está a levar a cabo um despedimento coletivo que abrange 42 trabalhadores da área de contact center em Portugal, processo já confirmado pela empresa e denunciado pelo Sindicato dos Trabalhadores de Call Center (STCC).
Em comunicado, o sindicato considera que a decisão reflete uma estratégia do setor baseada na redução de custos laborais e na deslocalização de serviços para países com salários mais baixos e menores garantias laborais, apontando ainda para a crescente precarização no setor.
A empresa, por sua vez, confirmou à agência Lusa que o processo está em curso e envolve um “conjunto limitado de colaboradores”, justificando a medida com o encerramento e redução de alguns contratos no âmbito da gestão da operação.
A Randstad acrescenta que o processo cumpre a legislação em vigor e que foram analisadas alternativas internas, incluindo mecanismos de mobilidade, antes da decisão final.
O sindicato, contudo, contesta essas alternativas, referindo que algumas propostas implicavam transferências de trabalhadores entre cidades distantes, o que teria contribuído para situações de grande dificuldade pessoal e familiar.
Segundo o STCC, entre os trabalhadores afetados existem profissionais com vários anos de antiguidade e casos de trabalhadoras em período de amamentação, considerando a decisão “inaceitável” para uma empresa da dimensão da Randstad.
Os trabalhadores estarão agora a organizar uma resposta coletiva para contestar o despedimento e tentar reverter o processo.

