O português Manuel Fernando Almeida, condenado a 38 anos e meio de prisão pelo homicídio da sogra e tentativa de homicídio da mulher, em Vigo, Espanha, há duas décadas, continuará na prisão, uma vez que não assume a autoria dos crimes.
Segundo o tribunal, Almeida mantém uma “falta de empatia” para com as vítimas — a esposa, que sobreviveu gravemente ferida, e a sogra, que morreu no incêndio provocado pelo arguido na casa de A Ferrería. Com 71 anos, o português não admite o homicídio, levando os juízes a considerar “prematuro” conceder-lhe liberdade condicional.
O crime ocorreu na noite de 4 de fevereiro de 2006. Manuel, recém-chegado de França, dirigiu-se à residência da mulher e dos filhos com uma garrafa de champanhe e outra de gasolina. Obriga a esposa a beber o champanhe e, em seguida, ameaça matá-la com a gasolina, chegando a atear fogo ao chão da casa. A mulher conseguiu escapar, atirando-se pela janela, enquanto a sogra, uma idosa acamada de 88 anos com Alzheimer, morreu asfixiada pelas chamas.
Além do homicídio da sogra e da tentativa de homicídio da esposa, o tribunal absolveu o arguido da tentativa de homicídio da filha, que também estava em casa, por ter mostrado intenção de a proteger. Almeida já tinha antecedentes de violência doméstica, tendo sido condenado em 2004 por maus-tratos a 20 meses de prisão.
A esposa sobreviveu com queimaduras graves, fraturas e uma síndrome ansioso-depressiva, necessitando de uma operação plástica e tratamento psicológico durante anos. As suas lesões demoraram 328 dias a sarar.

