PJ detém suspeito de incêndio em Vila Boa, no Sabugal

Homem de 52 anos terá provocado duas ignições na noite de 14 de agosto. Suspeito assumiu a autoria dos factos e ficou em prisão preventiva.

A Polícia Judiciária deteve um homem de 52 anos, suspeito de ter provocado um incêndio florestal em Vila Boa, no concelho do Sabugal. A detenção ocorreu na madrugada deste domingo, fora de flagrante delito, na sequência de uma investigação conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal da Guarda.

A operação foi desenvolvida em estreita articulação com o Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural – Centro Interior (GTRI Centro Interior), constituído por elementos da GNR, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e Polícia Judiciária.

De acordo com a PJ, o incêndio teve início cerca das 20h30 de sexta-feira, 14 de agosto, quando o suspeito terá utilizado sobrantes de podas de vegetação, que acumulou no interior de uma levada de água completamente seca, para provocar uma primeira ignição. As chamas começaram por apresentar uma propagação lenta.

Segundo a investigação, o homem terá posteriormente provocado uma segunda ignição através de chama direta, criando uma situação com potencial para atingir e destruir uma extensa área de terreno.

Na zona encontravam-se freixos e carvalhos adultos, integrados num ecossistema maduro e com elevada biodiversidade. A progressão do fogo acabou por ser travada devido à rápida intervenção dos Bombeiros Voluntários do Soito, que contaram igualmente com o auxílio de vários populares.

Após o alerta, foram mobilizadas várias equipas da Polícia Judiciária. Em conjunto com o GTRI Centro Interior, os investigadores procederam à recolha e consolidação de elementos de prova que permitiram identificar e deter o alegado autor.

A investigação contou ainda com a colaboração dos militares da GNR do Posto Territorial do Sabugal, pertencente ao Comando Territorial da Guarda, e dos Bombeiros Voluntários do Soito.

A Polícia Judiciária adianta que o suspeito assumiu a autoria do incêndio e se encontra a colaborar com a investigação.

O homem foi posteriormente presente a primeiro interrogatório judicial, tendo o tribunal determinado a aplicação da medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.

O inquérito é titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Guarda.

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