“Permitiram que o pai abusasse dela”: mãe de criança de 5 anos quebra o silêncio em fafe

Numa entrevista exclusiva ao jornal SOL, Adriana Alves, mãe da menina de cinco anos alegadamente abusada pelo ex-militante do Chega, Ivo Faria, expõe as falhas de um sistema que a afastou da filha e permitiu que os abusos ocorressem durante dois anos. Adriana descreve um cenário de manipulação e violência doméstica, onde a sua sogra terá desempenhado um papel central no isolamento da criança.

A história remonta a 2023, quando Adriana perdeu a guarda da filha após denúncias de negligência que, segundo a própria, foram orquestradas pela sogra. A criança ficou a viver com o pai e a avó paterna, enquanto Adriana era alvo de uma campanha de difamação que culminou, em 2025, com uma acusação falsa de que seria ela a autora de abusos sexuais contra a menor.

De acordo com os relatos de Adriana, o Tribunal de Família e Menores, assistentes sociais e a própria escola da criança acreditaram cegamente na versão da avó paterna.

  • Treino de falsas memórias: Adriana alega que a filha foi “treinada” para a acusar. Mesmo após a detenção do pai, a criança terá afirmado falsamente, sob supervisão técnica, que a mãe lhe tinha tocado inadequadamente — afirmação prontamente desmentida pela técnica presente.
  • Falhas de vigilância: Uma psicóloga do Sistema Nacional de Intervenção Precoce (SNIPI) chegou a suspeitar das acusações excessivas da avó e tentou reaproximar a mãe da filha, mas foi bloqueada pela escola e por assistentes sociais que exigiam ordens judiciais.

Adriana descreve Ivo Faria como um homem violento, que agredia a companheira e até o próprio cão. Revela ainda que o ex-militante consumia pornografia extrema e terá tentado filmar Adriana em momentos íntimos para obter lucro. “Eu fiquei três anos sem a minha filha, que ficou nas mãos de um pedófilo. Permitiram, com esta cegueira, que o pai abusasse dela todo este tempo”, lamenta.

Atualmente, apesar de o pai estar em prisão preventiva e de a criança ter confirmado à Polícia Judiciária que os abusos foram cometidos pelo progenitor desde os três anos, Adriana continua impedida de ter a guarda total. O Tribunal de Família aguarda o arquivamento do inquérito de abuso movido contra a mãe para decidir o futuro da menor. Adriana teme agora que a família do ex-companheiro, que tem ligações na Suíça, possa tentar raptar a criança.

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