Paixão fatal entre modelo de Cantanhede e cronista: novos dados revelam segredos do crime

Quinze anos após o homicídio do cronista social Carlos Castro, continuam a surgir novos pormenores sobre um dos casos mais mediáticos da história recente portuguesa, ocorrido em 2011, em Nova Iorque.

O crime teve lugar no hotel InterContinental New York Times Square e voltou à atualidade depois de terem sido revelados novos elementos do processo judicial, com milhares de páginas, fotografias, vídeos e registos áudio que permitem reconstituir com detalhe os acontecimentos.

Relação começou meses antes do crime

De acordo com os dados agora divulgados, Carlos Castro e o modelo Renato Seabra conheceram-se a 15 de outubro de 2010, quando tinham 65 e 20 anos, respetivamente. Nesse mesmo dia terá ocorrido o primeiro beijo.

A relação evoluiu rapidamente, com o cronista a tentar apoiar a carreira internacional do jovem modelo, incluindo contactos com agências nos Estados Unidos.

Dias marcados por tensão

Imagens de videovigilância do hotel mostram que, na véspera do crime, o ambiente entre os dois já era tenso. No próprio dia, a discussão terá continuado.

Segundo documentos do processo, Carlos Castro preparava o regresso antecipado a Lisboa poucas horas antes de ser morto, a 7 de janeiro de 2011.

Crime violento e investigação detalhada

O homicídio ocorreu no quarto do hotel, no 34.º piso. Segundo a investigação, Renato Seabra terá agredido a vítima com extrema violência, utilizando objetos como um televisor e uma cadeira, provocando múltiplas fraturas. O corpo foi ainda alvo de mutilações.

Após o crime, o modelo foi encontrado a deambular pelas ruas de Nova Iorque. No local, as autoridades recolheram diversas provas, incluindo vestígios de sangue e impressões digitais.

Condenação e situação atual

A 21 de dezembro de 2012, Renato Seabra foi condenado por homicídio em segundo grau por um tribunal norte-americano, tendo recebido uma pena entre 25 anos e prisão perpétua.

Encontra-se atualmente detido numa prisão de segurança máxima próxima da fronteira com o Canadá, conhecida pelas condições rigorosas. Segundo as mesmas fontes, terá já protagonizado tentativas de suicídio durante o período de reclusão.

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