Montenegro confiante em baixa adesão à greve geral convocada pela CGTP

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta terça-feira que acredita que a “esmagadora maioria dos portugueses que trabalha” irá comparecer ao serviço na quarta-feira, apesar da greve geral convocada pela CGTP contra as alterações à legislação laboral.

A paralisação foi marcada na sequência do impasse nas negociações em sede de Concertação Social sobre a revisão do quadro laboral proposto pelo Governo, conhecido como “Trabalho XXI”, e deverá ter impacto em vários setores, incluindo transportes, saúde e educação.

À margem da conferência “50 Anos do Poder Local – Democracia, Desenvolvimento e Futuro”, no Porto, o chefe do Governo disse não ter previsões sobre a adesão ao protesto, mas manifestou confiança de que o impacto será limitado.

Montenegro sublinhou ainda a necessidade de conciliar o direito à greve com o direito ao trabalho, defendendo que eventuais ações de protesto não devem impedir quem pretende exercer a sua atividade laboral.

O primeiro-ministro referiu também que tem sido confrontado com manifestações de contestação em vários eventos públicos, garantindo, ainda assim, respeito pelos manifestantes e pelo exercício do direito à greve.

A greve geral convocada pela CGTP deverá ser confirmada ao longo de quarta-feira, com a dimensão da adesão a depender da mobilização nos diferentes setores de atividade.

0