Laudo revela que jovem decapitado na megaoperação contra o Comando Vermelho foi morto por disparo antes de ter cabeça arrancada; BOPE foi acusado nas redes sociais

O laudo pericial sobre a morte de Yago Ravel Rodrigues Rosário, encontrado decapitado durante a megaoperação policial contra a facção criminosa Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, revela que o jovem foi atingido por um disparo de fuzil minutos antes de ter a cabeça separada do corpo.

Segundo o documento, o projétil entrou pela região inferior do abdómen e saiu pelas costas, provocando ferimentos graves no fígado, pulmão direito e estômago, interrompendo a circulação sanguínea de Yago. A decapitação aconteceu poucos minutos depois do impacto do tiro, ainda com sinais de circulação.

A morte do jovem gerou grande repercussão nas redes sociais e na imprensa, com parte do público e internautas a culpar inicialmente o BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) pela violência extrema, acusação que acabou por ser desmentida pelo laudo pericial. As imagens da cabeça pendurada numa árvore provocaram indignação e debates sobre o grau de violência na operação e a atuação do Estado.

A Operação Contenção, deflagrada pelas autoridades no dia 28 de outubro de 2025, mobilizou cerca de 2 500 agentes para cumprir mandados de prisão contra líderes e integrantes do Comando Vermelho, tendo resultado em mais de 120 mortos entre suspeitos e várias detenções. O episódio destacou a complexidade do combate às facções e intensificou o debate público sobre segurança e direitos humanos no Rio de Janeiro.

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