O Japão registou este ano 230 ataques de ursos, que resultaram em 13 mortos, o valor mais elevado desde o início dos registos em 2006, entre abril e novembro, segundo dados oficiais.
Em resposta, o Governo japonês anunciou medidas em novembro, incluindo incentivos para obtenção de licenças de caça, a construção de vedações elétricas e alterações regulamentares que permitem à polícia utilizar espingardas para abater ursos. Elementos do Exército foram destacados em algumas zonas, com funções limitadas a montar armadilhas e apoiar as autoridades locais.

Especialistas apontam que o aumento dos ataques está ligado à despovoação e envelhecimento das zonas rurais, que deixam áreas de cultivo sem vigilância, atraindo os animais. Além disso, uma má colheita de bolotas também poderá ter contribuído para a escalada de incidentes.
