O Governo do Irão desvalorizou as acusações de que estaria a planear assassinar o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando-as como parte de uma estratégia de “guerra psicológica”.
Em conferência de imprensa realizada em Teerão, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghaei, afirmou que existem interesses por trás destas alegações. “Não há dúvida de que há partes que querem explorar qualquer situação em benefício próprio”, declarou.
Baghaei acusou ainda os Estados Unidos e Israel de hipocrisia, referindo que ambos “assassinaram líderes e cidadãos iranianos” e que agora tentam inverter o papel de vítima. “Isto faz parte de uma guerra psicológica que não enganará ninguém”, reforçou.
As declarações surgem após Donald Trump ter afirmado, no sábado, que existem “mil mísseis prontos” para atingir o Irão caso venha a ser alvo de um atentado. O presidente norte-americano garantiu ainda que Washington responderá de forma massiva a qualquer tentativa de assassinato.
Dias antes, durante a cimeira da NATO realizada na Turquia, Trump já tinha referido que estaria entre os alvos do regime iraniano. “Estou em todas as listas deles. Até agora tive sorte, mas isso pode não durar”, afirmou, classificando os responsáveis iranianos como “pessoas malignas”.
Nos últimos dias, também meios de comunicação norte-americanos avançaram que Israel terá partilhado com Washington informações sobre um alegado plano concreto para eliminar o líder dos Estados Unidos.
Este aumento de tensão ocorre num contexto já marcado por forte instabilidade no Médio Oriente, após a recente ofensiva conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irão, que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei, no final de fevereiro. O dirigente, que liderava o país desde 1989, foi recentemente sepultado em Mashhad, após vários dias de cerimónias fúnebres.

