O empate sem golos entre Portugal e a Colômbia, na terceira e última jornada do Grupo K do Mundial 2026, motivou duras críticas por parte da imprensa internacional, que apontou à exibição pouco conseguida da seleção portuguesa.
No rescaldo da partida disputada no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, o jornal francês L’Équipe descreveu a atuação da equipa das quinas como “apagada”, destacando a incapacidade de contrariar o domínio colombiano, sobretudo ao nível da posse de bola.
Também o britânico The Guardian foi incisivo na análise, considerando que Cristiano Ronaldo foi “facilmente neutralizado”, poucos dias depois de ter brilhado frente ao Uzbequistão. A publicação sublinhou ainda que, caso tivesse existido um vencedor, “certamente seria a Colômbia”.
Em Espanha, o diário Marca reforçou a ideia de que o empate teve “sabor a ouro” para os sul-americanos, destacando o papel decisivo de Diogo Costa, eleito o melhor jogador em campo, na manutenção do nulo.
Já em Itália, a Gazzetta dello Sport foi particularmente crítica, afirmando que Portugal foi “inferior em todos os aspetos” e classificando a exibição como “má demais para ser verdade”, apontando fragilidades na criação de jogo, nas oportunidades e até na preparação física.

A análise internacional surge numa altura em que Portugal, apesar de já estar apurado para a fase a eliminar, terminou o Grupo K no segundo lugar, com cinco pontos, atrás da Colômbia, que somou sete.
Nos 16 avos de final, a equipa orientada por Roberto Martínez terá pela frente a Croácia, num encontro marcado para Toronto, que colocará frente a frente Cristiano Ronaldo e Luka Modric, antigos companheiros no Real Madrid.
Enquanto isso, a Colômbia irá defrontar o Gana, num duelo agendado para Kansas City, com os africanos a serem orientados pelo português Carlos Queiroz.
Apesar da continuidade em prova, o desempenho frente à Colômbia deixa dúvidas quanto à consistência exibicional da seleção nacional, numa fase em que o grau de exigência tende a aumentar.
