Homem de 28 anos detido pela PJ por suspeita de três incêndios florestais em Vila Nova de Poiares

Suspeito terá recorrido a um isqueiro para provocar três ignições entre 4 de julho e 1 de agosto, na freguesia de Arrifana. Incêndios colocaram em risco floresta, terrenos agrícolas e habitações. Tribunal determinou prisão domiciliária.

Um homem de 28 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ), por fortes indícios da prática de três crimes de incêndio florestal no concelho de Vila Nova de Poiares. Os fogos ocorreram entre os dias 4 de julho e 1 de agosto, na zona de Louredo, freguesia de Arrifana.

A detenção, realizada fora de flagrante delito, esteve a cargo da Diretoria do Centro da Polícia Judiciária, em colaboração com o Grupo de Trabalho de Redução de Ignições – Centro Litoral, na sequência da investigação desenvolvida às diferentes ocorrências registadas naquela área.

De acordo com os elementos recolhidos pelos investigadores, as três ignições terão sido provocadas através de chama direta, alegadamente com recurso a um isqueiro. As chamas atingiram áreas constituídas essencialmente por eucaliptal e mato, inseridas numa extensa mancha florestal.

A localização dos focos de incêndio aumentava consideravelmente o perigo associado às ocorrências. Segundo a PJ, tratava-se de uma zona com elevado risco de propagação, onde um eventual descontrolo das chamas poderia atingir não apenas a floresta envolvente, mas também campos agrícolas e várias habitações existentes nas proximidades.

A investigação permitiu reunir elementos probatórios que, segundo a Polícia Judiciária, apontam para uma atuação deliberada do suspeito. O homem, de 28 anos e residente na área, terá agido apesar de conhecer a ilicitude da conduta e os riscos decorrentes da propagação de um incêndio numa zona predominantemente florestal.

A sucessão de três ocorrências num período inferior a um mês acabou por conduzir à identificação do suspeito e à sua posterior detenção.

Depois de detido, o homem foi presente à autoridade judiciária para primeiro interrogatório judicial. Foi-lhe aplicada a medida de coação de obrigação de permanência na habitação, vulgarmente designada por prisão domiciliária.

A Polícia Judiciária mantém a investigação em curso, procurando esclarecer integralmente as circunstâncias relacionadas com os três incêndios e apurar eventuais outros factos com relevância para o processo.

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