As enxurradas devastadoras que atingiram a zona de fronteira entre a China e o Nepal provocaram quase 600 mortos e cerca de 2.500 desaparecidos, segundo os balanços atualizados esta sexta-feira pelas autoridades dos dois países.
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Centenas das vítimas são estrangeiros que se encontravam na região em trabalho, em caminhadas guiadas ou em peregrinação a locais considerados sagrados.
As operações de resgate continuam no terreno e milhares de pessoas já foram retiradas das zonas afetadas. Alguns dos feridos foram transportados para hospitais da capital nepalesa, Katmandu.
O número de desaparecidos poderá sofrer alterações à medida que prosseguem as operações de busca e salvamento e os diferentes organismos atualizam e cruzam os dados.
Nepal concentra maior número de vítimas
No Nepal, a autoridade de gestão de desastres informou que o número de mortos subiu para 579, enquanto 1.924 pessoas continuam desaparecidas.
As autoridades indicaram ainda que 3.253 pessoas foram resgatadas de helicóptero e que mais de 150 feridos foram transportados para hospitais em Katmandu e nos distritos de Rasuwa, Nuwakot e Dhading.
Na China, foram registados pelo menos cinco mortos e 558 desaparecidos no condado de Gyirong, no Tibete. Segundo a televisão estatal chinesa CCTV, 260 dos desaparecidos são cidadãos estrangeiros.
Além disso, quase 100 cidadãos chineses continuam desaparecidos do lado nepalês, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

Dezenas de estrangeiros continuam desaparecidos
A Índia informou que 320 cidadãos permanecem incontactáveis, incluindo 73 trabalhadores de um projeto hidroelétrico. Muitos turistas indianos encontravam-se ainda na região em peregrinação ao monte Kailash, no Tibete.
Nos Estados Unidos, 90 cidadãos estão em paradeiro desconhecido na China e no Nepal. As autoridades norte-americanas afirmaram não ter conhecimento de mortes entre cidadãos dos EUA e confirmaram o resgate de três pessoas.
A Malásia contabiliza 51 desaparecidos, enquanto a Ucrânia tem 55 cidadãos incontactáveis. A Austrália registou 39 desaparecidos e o Reino Unido 33.
Entre os restantes países afetados estão o Canadá, com 25 desaparecidos, a Coreia do Sul, com nove, e Singapura, Alemanha e Rússia, com oito cidadãos desaparecidos cada.
Também foram registados desaparecidos da África do Sul, Letónia, Japão, Nova Zelândia, França, Bélgica e Espanha.
Itália, Cazaquistão, Irlanda e Países Baixos têm dois cidadãos desaparecidos cada. Bielorrússia, Finlândia, Hungria, Israel, Lituânia, Filipinas, Bulgária, Suíça, Sérvia e Suécia têm, cada um, um cidadão na lista.
Três portugueses continuam desaparecidos
Portugal também está entre os países com cidadãos desaparecidos. O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou que três portugueses continuam desaparecidos, dos seis que tinham sido referenciados na zona afetada.
As autoridades continuam a acompanhar a situação e os trabalhos de localização das pessoas cujo paradeiro permanece desconhecido.
