Governo garante que acordo da Base das Lajes com EUA está a ser respeitado

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou hoje que Portugal tem razões para acreditar que o acordo de utilização da Base das Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos, no contexto do conflito com o Irão, está a ser cumprido.

Durante uma audição na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, no Parlamento, Paulo Rangel explicou que o entendimento técnico sobre a utilização da base prevê que esta sirva apenas para “responder a um ataque concreto, de acordo com os princípios de proporcionalidade e necessidade, sem visar infraestruturas civis”.

O ministro destacou a “colaboração leal” das autoridades norte-americanas e apresentou dados sobre a movimentação na base nas últimas semanas, considerando-a “ínfima relativamente ao esforço de guerra” levado a cabo pelos Estados Unidos, Israel e países do Golfo. Entre 15 de fevereiro e o início da ofensiva aérea, registaram-se 76 aterragens e 25 sobrevoos no espaço aéreo português, números que Paulo Rangel qualificou de “não extraordinários”.

O chefe da diplomacia portuguesa sublinhou ainda que, apesar de existirem recusas de alguns parceiros da NATO quanto à utilização das suas instalações militares, Portugal acompanha todos os movimentos na Base das Lajes e mantém diálogo contínuo com Washington. “Recusas há sempre, mas não vamos pôr isso nos jornais”, observou.

Paulo Rangel reforçou que o Governo tem tratado o assunto com transparência, garantindo que os compromissos acordados estão a ser respeitados e que não há utilização indevida da base em operações militares.

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