Conhecer a história para compreender o presente e ajudar a preservar o futuro. Foi com este propósito que o Município de Góis promoveu, esta quarta-feira, 12 de agosto, a segunda ação da “Oficina Vi(L)er 40 anos de história | A História de Góis”, uma iniciativa que desafia crianças e jovens a descobrir, de forma pedagógica e participativa, o património histórico, cultural e natural do concelho.
A história de Góis saiu dos livros e foi ao encontro dos mais novos. O Município promoveu a segunda sessão da “Oficina Vi(L)er 40 anos de história | A História de Góis”, proporcionando a crianças e jovens uma experiência de aprendizagem diretamente ligada aos lugares, às histórias e às memórias que fazem parte da identidade do território.
A iniciativa, dedicada à literacia ecológica e social, encontra-se integrada na candidatura do Município de Góis ao Programa Bandeira Azul 2026 e procura demonstrar que a educação ambiental também passa pelo conhecimento do território e pela valorização do património que as comunidades receberam das gerações anteriores.
Mais do que transmitir datas ou acontecimentos históricos, a proposta procura despertar nos participantes curiosidade pelo espaço onde vivem, levando-os a observar aquilo que muitas vezes faz parte do quotidiano, mas cuja história e significado podem passar despercebidos.
Nesta segunda ação, a literatura serviu de porta de entrada para essa descoberta.
A sessão teve como inspiração a obra “Pascoal e os Amigos: Uma aventura noturna ao centro histórico da Vila de Góis”, de Fátima Gonçalves. A narrativa foi utilizada como fio condutor para aproximar os participantes de alguns dos lugares e elementos que integram a memória coletiva da vila.
O Largo do Pombal assumiu particular destaque durante a atividade. No próprio espaço, foram abordados diferentes aspetos relacionados com a sua história, permitindo às crianças relacionar aquilo que ouviam e aprendiam com os elementos que podiam observar à sua volta.
Esta componente prática transformou o património num verdadeiro recurso educativo. Em vez de conhecerem a história local apenas através de imagens ou textos, os participantes tiveram oportunidade de contactar diretamente com os locais onde essa história aconteceu e onde permanecem alguns dos seus testemunhos.
A iniciativa pretende igualmente contribuir para que as novas gerações percebam que o património não corresponde apenas a monumentos ou edifícios antigos. Ruas, largos, paisagens, tradições, histórias e memórias da população constituem igualmente elementos fundamentais da identidade de uma comunidade e necessitam de ser conhecidos para poderem ser valorizados e preservados.
Participaram nesta segunda oficina crianças integradas no Programa Férias de Verão, assim como crianças que frequentam as Atividades de Tempos Livres (ATL) do Centro Social Rocha Barros.











Ao juntar literatura, observação do território e transmissão de conhecimento, a atividade procurou proporcionar uma abordagem mais dinâmica à história local e estimular a ligação afetiva dos mais jovens ao concelho.
Esta proximidade assume particular importância numa época em que muitas das referências históricas e culturais locais correm o risco de se perder entre gerações. Dar a conhecer o património desde cedo constitui, por isso, uma forma de contribuir para a sua continuidade.
A “Oficina Vi(L)er 40 anos de história” insere-se numa estratégia mais ampla do Município de Góis de cruzamento entre educação, cultura, ambiente e património, colocando as crianças e os jovens no centro desse trabalho.
A integração da atividade no âmbito da candidatura ao Programa Bandeira Azul 2026 reforça igualmente uma visão alargada da sustentabilidade. A preservação ambiental não se limita à proteção dos recursos naturais, estando também associada à forma como as comunidades conhecem, utilizam e valorizam o território.
Ao conhecerem melhor os lugares onde vivem, as novas gerações podem compreender de forma mais clara a importância da sua conservação e desenvolver uma relação de maior responsabilidade com o espaço público, a natureza e o património.
A iniciativa procura, deste modo, transformar a história local numa experiência próxima e acessível, capaz de despertar perguntas, estimular a curiosidade e criar memórias.
Porque preservar o património começa, muitas vezes, por algo tão simples quanto conhecê-lo.
E em Góis, durante esta oficina, foram precisamente as novas gerações convidadas a descobrir as histórias que continuam escritas nas ruas, nos largos e na memória da vila.

