Filho do fundador da Mango pediu ajuda em lágrimas após queda fatal em Montserrat

Foi divulgada a chamada de emergência feita por Jonathan Andic momentos após a queda fatal do pai, Isak Andic, fundador da Mango, numa montanha em Montserrat, Espanha. O áudio, agora tornado público, mostra o filho em estado de desespero, a pedir ajuda entre lágrimas.

“O meu pai caiu”, ouve-se logo no início da chamada, com cerca de cinco minutos, divulgada pela Catalunya Ràdio. Visivelmente abalado, Jonathan descreve às autoridades que o pai, de 71 anos, terá caído de um desfiladeiro na zona das cavernas de Salnitre, um local turístico conhecido pela sua geografia acidentada.

O alerta foi posteriormente encaminhado para os bombeiros, que se deslocaram ao local. Apesar da rápida resposta, Isak Andic acabaria por não resistir à queda, estimada em cerca de 150 metros.

A divulgação da chamada surge poucas horas depois de Jonathan Andic ter sido detido como principal suspeito da morte do pai, num caso que está a levantar dúvidas sobre a possibilidade de a queda não ter sido acidental. Entretanto, o filho mais velho do empresário já saiu em liberdade, após pagamento de uma fiança de um milhão de euros.

No centro da investigação está a relação conturbada entre pai e filho. Vieram a público mensagens trocadas entre ambos meses antes da morte, consideradas suspeitas pelas autoridades. Numa delas, Jonathan escreve: “Não me surpreende que tenha pensado que eu era capaz de o matar”, numa referência ao contexto de terapia familiar que ambos frequentavam.

Noutra mensagem, datada de julho de 2025, afirma: “Compreendo que era impossível salvar a nossa relação, não me surpreende que a corda se tenha partido”. A defesa sustenta que estas expressões devem ser interpretadas como metáforas utilizadas no âmbito da terapia e não como indícios de intenção criminosa.

As autoridades espanholas continuam a investigar as circunstâncias da morte de Isak Andic, procurando determinar se se tratou de um acidente ou de um crime. O caso está a gerar forte mediatismo, não só pelo perfil do empresário, fundador de uma das maiores marcas de moda europeias, como também pelos contornos familiares que envolvem a investigação.

Para já, Jonathan Andic aguarda o desenvolvimento do processo em liberdade, mantendo-se como principal suspeito.

0