Cinco passageiros deixam quarentena após surto mortal de hantavírus em cruzeiro

Cinco dos 18 passageiros repatriados para os Estados Unidos após um surto de hantavírus associado a um navio de cruzeiro já deixaram a quarentena e regressaram às suas casas, segundo autoridades de saúde norte-americanas.

Os passageiros estavam sob vigilância no Centro Médico da Universidade de Nebraska, em Omaha, desde meados de maio, após terem sido identificados como expostos ao vírus durante a viagem. Apesar disso, nenhum dos 18 repatriados desenvolveu sintomas da doença.

As autoridades indicam que os restantes passageiros continuarão a ser acompanhados pelos serviços de saúde dos respetivos estados norte-americanos, através de monitorização diária.

O transporte de regresso foi realizado fora dos circuitos comerciais e com medidas específicas de biocontenção, numa operação coordenada entre entidades federais, estaduais e locais.

O surto está associado ao navio de expedição MV Hondius e já provocou três mortes, estando também ligado a 11 casos identificados em diferentes países, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Foram ainda detetados casos adicionais após o desembarque de passageiros, incluindo em França, Espanha e Canadá, o que levou as autoridades internacionais a manterem a investigação em curso sobre a origem da infeção.

De acordo com a OMS, a hipótese mais provável aponta para uma infeção anterior ao início da expedição, embora a origem exata do surto ainda não tenha sido esclarecida.

O hantavírus é uma infeção rara que pode causar síndrome respiratória grave, não existindo atualmente vacina ou tratamento específico, sendo os cuidados centrados no suporte clínico aos doentes mais afetados.

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