Nos Estados Unidos, a audição da procuradora-geral Pam Bondi no Congresso descambou, gerando polémica e críticas pelo seu comportamento durante os interrogatórios sobre o caso Epstein. Bondi, máxima responsável pelo sistema judicial, recusou-se a responder a várias perguntas e proferiu comentários chocantes, incluindo desejos de morte a algumas envolvidas no caso.
O caso Epstein, que envolve uma rede de exploração sexual, já provocou várias demissões em instituições financeiras e governamentais. A mais recente foi no grupo Goldman Sachs, onde a responsável pelo departamento legal deixou o cargo devido a ligações a Epstein. Sultan Ahmed bin Sulayem, CEO de uma gigante portuária do Dubai, também foi afastado por conexões com o caso.
Durante a audição, a congressista Deborah Ross questionou Bondi sobre a transferência de Ghislaine Maxwell, parceira de Epstein, de uma prisão de alta segurança para um estabelecimento de segurança mínima, levantando suspeitas de privilégios indevidos. Bondi respondeu que não concorda com qualquer tratamento especial para Maxwell, mas proferiu comentários controversos, desejando a morte da mesma e mencionando outro caso trágico, o de Iryna Zarutska.
O escândalo também levantou questões sobre a relação entre Donald Trump e Epstein, já que algumas figuras do governo mantiveram cargos apesar de ligações conhecidas à rede de exploração. A polícia norte-americana realizou buscas em casas ligadas a Epstein, incluindo residências de ex-líderes internacionais, como o antigo primeiro-ministro da Noruega, que teria sido contactado por Epstein para estabelecer ligações com chefias russas, incluindo Vladimir Putin.
O episódio evidencia a crescente tensão entre o Congresso e autoridades judiciais e financeiras, à medida que a investigação sobre Epstein continua a revelar ligações complexas e controversas.

