A Comissão Europeia informou que o Governo português ainda não pediu a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil para responder à crise provocada pela depressão Kristin, embora tenha recorrido ao sistema de imagens por satélite Copernicus para avaliação dos danos.
Em conferência de imprensa, a porta-voz Eva Hrncirova explicou que o Copernicus fornece visão situacional e avaliações detalhadas do desastre, permitindo que o Governo veja claramente a dimensão dos estragos. Hrncirova sublinhou que a UE está pronta para ajudar se Portugal solicitar, mas que a ativação do Mecanismo de Proteção Civil depende de um pedido formal do país, que desencadeia a coordenação com outros Estados-membros e países participantes, geralmente enviando geradores, desumidificadores e outros recursos necessários.
Portugal também pode recorrer ao Fundo de Solidariedade da UE, destinado a apoiar a reparação de danos provocados por catástrofes naturais, embora não seja uma solução imediata. O país tem 12 semanas a partir do dia do desastre para apresentar o pedido, que será depois avaliado pela Comissão e submetido ao Conselho e Parlamento Europeu para decisão sobre o financiamento.

Além disso, fundos da política de coesão podem ser reprogramados para a reconstrução, mediante aprovação da Comissão Europeia.
A passagem da depressão Kristin em Portugal deixou um rasto de destruição, com pelo menos cinco mortos, vários feridos e desalojados, além de quedas de árvores e estruturas, cortes de energia, água e comunicações, fecho de escolas e interrupção de transportes, sobretudo ferroviários. A Câmara da Marinha Grande registou ainda uma outra vítima mortal no concelho.
